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O Poder da Experiência do Paciente na Transformação da Saúde


Durante décadas, o setor foi guiado quase exclusivamente por métricas clínicas, processos técnicos e uma lógica hospitalocêntrica. Mas hoje, a mudança é clara: a experiência do paciente deixou de ser um “extra” para se tornar o núcleo do cuidado.



Por quê?


Porque vivemos em um mundo onde o consumidor compara sua jornada no hospital com a fluidez de um aplicativo bancário, a conveniência da Netflix ou a personalização da Amazon. A régua não é mais definida pelo setor, mas pelo cotidiano digital das pessoas.


E quando se trata de saúde, essa expectativa é ainda mais intensa, porque envolve momentos de vulnerabilidade, dor e esperança. O paciente de hoje não quer apenas ser tratado: ele quer participar ativamente das decisões, alcançar resultados que preservem sua qualidade de vida e ser reconhecido, informado e respeitado ao longo de todo o cuidado.



Mas como traduzir isso em prática?


A experiência do paciente é a soma de todas as interações com o sistema de saúde: da pesquisa inicial no Google ao agendamento, da recepção ao cuidado clínico, da alta ao acompanhamento remoto. Cada etapa é uma oportunidade de engajamento ou um risco de frustração.



Um exemplo ilustrativo: a manga descascada


O produto não mudou, mas a experiência de consumo foi transformada.
O produto não mudou, mas a experiência de consumo foi transformada.

Por que hoje em dia a gente já encontra a manga cortada e embalada nos supermercados?


Porque a vida urbana ficou mais corrida e as pessoas buscam conveniência. O supermercado não compete só com o preço da manga do concorrente. Ele está competindo com a facilidade de pedir um lanche pronto no aplicativo. A competição é pela melhor experiência. Na saúde, não basta oferecer um procedimento tecnicamente correto.


É preciso tornar a jornada clara, fluida e humanizada.



E quais são os resultados de investir nisso?


Experiências positivas, tendem a gerar resultados positivos.
Experiências positivas, tendem a gerar resultados positivos.

Estudos mostram que hospitais com melhores índices de experiência apresentam menores taxas de mortalidade em casos críticosmais adesão ao tratamento em doenças crônicasredução de readmissões e complicações cirúrgicas, além de custos até 15% menores e margens mais sustentáveis.



Ou seja, a experiência não é subjetiva. É clínica, econômica e estratégica.



O papel da liderança nesse processo é decisivo. Não há transformação real sem a alta gestão assumir a experiência como prioridade institucional. É a liderança que define se o hospital será uma fábrica de procedimentos ou um espaço de cuidado integral, onde tecnologia e humanidade caminham juntas.



E onde entra a tecnologia?


A tecnologia entra como um fio invisível que costura ciência e humanidade: não é o centro do cuidado, mas o instrumento que o amplia. Não é fim em si mesma, mas ponte que transforma dados em decisões e algoritmos em caminhos, conectando sistemas em jornadas contínuas para que cada paciente se reconheça protagonista de sua própria saúde.



Na FOLKS, acreditamos que essa é a essência do futuro da saúde: unir processos bem estruturados, inovação digital e centralidade no paciente para criar valor real.


Porque, no fim, cuidar é ouvir. E melhorar é agir.


Estamos ao lado de hospitais, operadoras e clínicas para transformar a experiência do paciente em um pilar estratégico, fortalecendo qualidade, sustentabilidade e confiança social.







Autor: Raphael Ferrer | Líder da Prática de Estratégia Digital - FOLKS


Referências:

  • Institute for Healthcare Improvement (IHI). The Triple Aim: Care, Health, and Cost. 2007.

  • Institute for Healthcare Improvement (IHI). The Quintuple Aim for Health Care Improvement.

  • Porter, M. E. What Is Value in Health Care? New England Journal of Medicine, 2010.

  • Health Services Research. Hospital Quality and Patient Experience Associated with Lower Mortality. 2012.

  • Journal of Patient Experience. Impact of Communication on Readmissions.

  • Picker Institute. Patient-Centered Care: Improving Adherence through Engagement.

  • Bain & Company. Hospital Experience and Financial Performance Study.

  • Press Ganey. National Database of Patient Experience.

  • HCAHPS – Hospital Consumer Assessment of Healthcare Providers and Systems. Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS), EUA.

  • NHS Patient Survey Programme. National Health Service (NHS), Reino Unido.

  • Joint Commission International (JCI). Standards for Hospitals.

  • Accreditation Canada. Qmentum International Program.

  • Organização Nacional de Acreditação (ONA). Manual de Acreditação.

  • Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS). Electronic Medical Record Adoption Model (EMRAM) e Continuity of Care Maturity Model (CCMM).

  • IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Tábuas Completas de Mortalidade.

  • SPIKES Protocol – Baile, W.F., Buckman, R., et al. SPIKES—A Six-Step Protocol for Delivering Bad News: Application to the Patient with Cancer. The Oncologist, 2000.


 
 
 

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