Fundo futurista abstrato

Insights

Índice de maturidade digital na Saúde: a medição a favor da realização

Ferramenta gratuita criada pela Folks identifica fase da instituição na jornada da

transformação, fornecendo dados essenciais para a tomada de ação


Para estruturar um plano que transformação digital na saúde, não basta olhar apenas

para o futuro. Isso porque toda mudança tem como ponto de partida o contexto atual da

organização. Então, como identificar o grau de maturidade digital da instituição, de modo

a ajustar a estratégia conforme o momento exige? A resposta é: medindo.






O Índice de Maturidade Digital para Saúde, tradução de Digital Maturity Index for Healthcare, ou simplesmente DMI-H, foi criado pela FOLKS como instrumento de auto- avaliação. O questionário é rápido, simples, objetivo e gratuito. O DMI é um método simples e abrangente, que analisa duas grandes dimensões: adoção de tecnologia e preparação para a jornada digital.


O questionário online serve a instituições de saúde de qualquer natureza, sejam prestadores de serviços (hospitais, clínicas), operadoras de planos ou secretarias de Saúde. Com pouco mais de 30 perguntas, a ferramenta permite aos gestores avaliar, acompanhar e documentar o nível de maturidade digital da organização, sem um viés de certificação. Ou seja, ela diferente dos modelos de maturidade, por exemplo, como o Electronic Medical Record Adoption Model, o EMRAM da HIMSS, que visam avaliar mais profundamente a instituição e oferecem os detalhes de “como fazer”.


Com o conjunto de respostas, a FOLKS busca criar, ainda, uma base estatística da transformação digital, de modo a viabilizar estudos técnicos e/ou científicos e, assim, colocando esses dados a serviço de todo o sistema de saúde. Importante ressaltar que os resultados individuais só são conhecidos pelo próprio respondente, e que esse levantamento leva em consideração apenas os dados consolidados. Também não há perguntas sobre números de faturamento ou orçamento de TI, entre outros itens sensíveis para uma empresa.


Para saber o nível de maturidade digital da sua instituição, acesse www.folks.la/dmi-h .


DMI-H: fases da maturidade


O DMI é um índice percentual de 0 a 100% dividido, para fins didáticos, em quatro fases de 25% cada. Para o resultado são avaliados cinco grandes domínios: serviços e aplicações, infraestrutura e arquitetura, dados e informações, estratégia e governança, e estrutura e cultura. Assim que o gestor preenche o questionário, recebe imediatamente o índice e o posicionamento da instituição nas quatro fases da transformação digital:

  • 0 a 25%, ou tradicional: não tem uma estratégia digital definida e as lideranças não estão preparadas. A maior parte dos serviços e aplicações não são digitais;

  • 26 a 50%, ou evolução: iniciou a jornada digital e usa algumas soluções digitais mais básicas. As lideranças entendem a importância da transformação digital;

  • 51 a 75%, ou sofisticação: possui estratégia clara de transformação digital, o que já traz efeitos positivos para os colaboradores. Muitos dos serviços e aplicações são digitais;

  • 76 a 100%, ou inovação: níveis elevados de serviços digitais. Passa a ter estratégias para novos negócios baseados em tecnologia e adota ciclos de melhoria contínua.

Até Julho de 2021, mais de 220 instituições responderam ao questionário do DMI-H – sendo metade dos respondentes atuantes em hospitais privados. Apesar de ainda ser uma pequena parcela da realidade estatística brasileira, já é possível saber, por exemplo, que os encarregados pelas respostas são, em sua maioria (55%), gestores de TI – o que demonstra que a transformação digital nessas instituições ainda está sob responsabilidade dos setores de tecnologia.


Mas também há indicadores mais favoráveis: somente 5% dos respondentes ainda realizam documentações clínicas apenas em papel, o que não significa necessariamente que se tornaram instituições digitais, porém sugere que os hospitais estão, de alguma forma, deixando o mundo analógico para trás.


Algumas perguntas do Índice estão relacionadas com a competência digital da equipe da instituição. A equipe de TI tem conhecimento do negócio saúde, dos processos e da assistência? Há um programa de capacitação em saúde digital para elevar a competência digital dos líderes e dos trabalhadores da saúde? Há uma cultura de inovação? Essas questões se conectam com uma certeza: é preciso conhecimento técnico, competência digital para realizar a tão necessária transformação digital da saúde.


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